Mais um infográfico da série sobre Cloud Computing: agora é a vez de entender qual o tamanho do mundo Cloud:

Via: Wikibon
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Mais um infográfico da série sobre Cloud Computing: agora é a vez de entender qual o tamanho do mundo Cloud:

Via: Wikibon
Por Antônio Pina
O blackout de 36 horas do Amazon EC2, o mais conhecido Cloud IaaS do mundo afetou diversos serviços e sites e foi comentado em todas as instâncias, tanto de TI quanto de negócios.
Rapidamente os “profetas do apocalipse” apareceram para insinuar que o Cloud Computing não funciona em um clima de “eu te disse”. Interessante notar que esses mesmos “profetas” são de indústrias muito atingidas pelo Cloud Computing e que por isso mesmo têm interesse em abalar a imagem de TI como serviço.
Entretanto, somente parte da infra-estrutura do EC2 da Amazon foi afetada. E milhares de clientes Amazon (como a NETFLIX) sequer perceberam o evento.
O que podemos aprender com isso?
AMAZON – O EVENTO
O evento ocorrido na Amazon teve a ver com uma pane no sistema de storage chamado EBS (Elastic Block Service) e seu data center que atende o leste dos EUA. As explicações detalhadas aqui relatam que a falha ocorreu durante uma manutenção, e cada sistema dependente de outro foi falhando em sequência até a completa paralisação do controlador da API, que deixou de enviar requisições a storages, naquela zona de disponibilidade e em outras.
Em outras palavras, outras zonas de disponibilidade não foram afetadas, porém com o enfileiramento de dados e requisições não foi possível a comunicação com outras zonas a partir do data center afetado.
PRIMEIRA LIÇÃO – ESTEJA PREPARADO, POIS COMPUTADORES FALHAM
Computadores travam, discos corrompem, redes caem, data centers falham. Os sistemas computacionais não são perfeitos ou infalíveis. Para diminuir o impacto, no mundo físico, construímos sistemas com redundância ou alta-disponibilidade (também chamados HA).
Em Cloud Computing não é diferente. É uma tecnologia apoiada no mundo físico, pois usa servidores físicos, storages físicos e rede física. Todos os cuidados que temos com o mundo físico tais como segurança e alta-disponibilidade, devem ser aplicados no mundo virtual.
Uma vantagem do Cloud é que os ativos são construídos com software, logo temos facilidade de mover/alterar/criar/apagar recursos. Não precisamos mover computadores de lugar, instalarmos sistemas operacionais, etc.
SEGUNDA LIÇÃO – ENTENDA, PERGUNTE E SIGA AS RECOMENDAÇÕES DE SEU PROVEDOR DE CLOUD
A Amazon sempre deixou clara a anatomia de seu produto para seus clientes e recomendações para proteger a disponibilidade. Entre essas recomendações, uma em especial informava aos clientes que operassem em zonas de disponibilidade diferentes. O objetivo é justamente combater a possibilidade (risco) de uma queda de datacenter, storage, servidores, etc.
O cliente de pouco budget e/ou que pode prescindir de total disponibilidade certamente manteve seu sistema em uma zona de disponibilidade só, pois é uma questão de gestão do risco. Entretanto, o cliente que precisava de disponibilidade total e que não seguiu o informado pela Amazon, ERROU. E não pode culpar “o Cloud”, pois esse cliente não utilizou corretamente os recursos.
A Amazon também cometeu erros, de não estar preparada para este tipo de evento. Mas os clientes que estavam em zonas de disponibilidade diferentes não foram afetados.
TERCEIRA LIÇÃO – SEM CLOUD, SERIA PIOR !
Acredite se quiser! Se as estruturas não fossem virtualizadas dentro de um Cloud, o tempo de downtime seria ainda maior! Pelo fato dos servidores e estruturas serem virtuais, a recuperação de um desastre é muito mais rápido.
Já imaginou ter que reinstalar todos os seus sistemas operacionais e reinstalar seus softwares? Pois é, usando o Cloud esse trabalho não precisou ser feito.
QUARTA LIÇÃO – LEIA SOBRE O ASSUNTO E NÃO O REPITA SEM ENTENDÊ-LO
Esse é um ponto-chave: A notícia inicial dava conta que todo o serviço da Amazon estava fora. Depois se descobriu que apenas uma parte estava fora do ar. Usuários de Internet tendem a replicar notícias e informações de forma quase que automática sem entender ou estudar o contexto. Evite a todo custo cair na tentação de acreditar por ter “ouvido de alguém”. É preferível buscar a fonte, estudar e entender o contexto e aí sim formar seu próprio pensamento sobre o fato.
A Amazon foi mais rápida que a Apple e o Google em anunciar um serviço de música que permite que os usuários armazenem suas músicas na nuvem.
A Amazon anunciou hoje no dia 29/3 o lançamento de três novos serviços,o Amazon Cloud Drive, Amazon Cloud Player para Web e o Amazon Cloud Player para Android. Estes serviços permitem que os usuários armazenem músicas na nuvem, podendo ouvi-las de qualquer lugar que tenha conexão com a internet (desde que não seja um despositivo iOS – estes ainda não são suportados). O Cloud Drive suporta todos os formatos de música, imagens, vídeos e documentos, enquanto o Cloud Player e o Cloud Player para Android somente suportam arquivos MP3 e ACC. Continue Reading